Os três primeiros meses do ano já se foram, as Águas de Março já fecharam o verão e o sol nosso de cada dia continua agraciando Fernandópolis. Normal, afinal, estamos falando de um país tropical e de uma região que faz lembrar quase diariamente dessa condição. Ainda que a percepção da vovó seja mais do que válida, nada melhor do que os números para provar o quão quente é o verão para moradores da cidade das águas quentes. Eles comprovam, sem sombra – com perdão do trocadilho -, de dúvidas, que os três primeiros meses do ano foram bem escaldantes.

Temperatura
No levantamento histórico do período entre 1981 e 2010, a temperatura máxima média registrada para os três meses do ano é de 29ºC. Em 2018 a média máxima registrou 31,9ºC em janeiro, 31,7ºC em fevereiro e 33,7ºC em março, uma elevação considerável que garantiu alguns dias com a temperatura absoluta ultrapassando os 34ºC.

Se recentemente o aumento das temperaturas médias máximas tem sido uma constância, o que fez aumentar a sensação de calor para muitos foi a elevação, especialmente no mês de março, da média da temperatura mínima. Os 22ºC de média histórica para janeiro e fevereiro saltaram para 23,2ºC e 23,1ºC respectivamente, o que não representa uma mudança significativa isoladamente, mas que somada ao acréscimo das médias máximas faz aumentar a sensação de calor. Já no terceiro mês do ano a média saltou dos costumeiros 21ºC para 25,4ºC, o que representou um aumento de mais de 20% em números absolutos, fazendo com que a sensação térmica tenha se mantido elevada durante boa parte das 24 horas do dia, proporcionando noites tão quentes quanto a maioria dos momentos de incidência solar durante o ano.

Chuvas
Problema em verões passados quando o nível de chuvas ficou abaixo do esperado, o ano começou animador para quem depende da “boa vontade” de São Pedro. Os aferidores registraram no acumulado do ano mais chuvas do que a média histórica, dando alguma reserva para os meses de seca que se aproximam. O lado ruim da história é que março já foi abaixo do esperado, o que pode esgotar os reservatórios ao final do período de estiagem.

Os 274mm constatados na média histórica para janeiro foram superados em mais de 60mm, atingindo 337,3mm distribuídos em 17 dias chuvosos. Em fevereiro foram 16 dias de chuva que apontaram 245,5mm, ultrapassando consideravelmente a contagem histórica de 198mm médios para o segundo mês do ano. A má notícia ficou para março onde foram registrados apenas 90,7mm, mais de 60 abaixo dos 164mm registrados historicamente, em apenas oito dias com pancadas de chuva.

No acumulado do ano os solos fernandopolenses receberam 673,5mm de chuva, superando os 636mm de média prevista.

Curiosidades sobre o clima em Fernandópolis
Apesar de o verão ser por senso comum a época mais quente do ano, na verdade a época de mais calor em Fernandópolis está entre os meses de agosto e novembro, com a temperatura máxima média batendo os 32ºC. É neste período que historicamente está o dia mais quente do ano. Em 16 de outubro a temperatura máxima média é de 33ºC. A condição de período mais quente do ano se deve principalmente pela falta de chuvas e a grande amplitude térmica – grande diferença entre temperaturas máximas e mínimas -, ocasionada pela falta de umidade.

Entre maio e julho é registrada a estação mais fresca do ano, com o dia 12 de julho registrando temperatura mínima média de 14ºC, o que lhe dá o título de dia mais frio do ano ao longo do levantamento. Nessa época as médias máximas registram 27ºC.

A estação seca começa em abril e vai até outubro. Consequentemente a época de chuvas compreende o período entre novembro e março.

Em 2018, o dia mais curto será 21 de junho, com 10 horas e 54 minutos de luz solar. O dia mais longo será 21 de dezembro, com 13 horas e 22 minutos de luz.

Recomendadas para você